Turistando hard em SP | Dia 1

Em setembro o Luis, um amigo espanhol que conheci no Havaí, veio para o Brasil e a primeira parada foi SP.

Eu nunca achei aqui uma cidade legal pra turismo, mas a gente tinha dois dias inteiros pra aproveitar antes de partirmos para o litoral. Então juntei com a minha irmã que estuda arquitetura e tem um olhar mais aguçado pra coisas legais na cidade e montamos um roteirinho de turismo nível hard aqui em SP. Turismo nível hard significa que ônibus e metrô estavam incluídos como parte das atrações e muita caminhada a pé pelo centro da cidade também.

Acho que a melhor maneira de conhecer a essência de uma cidade é ter um dia de local, então mesmo essas partes mais complicadas não poderiam faltar, já que o trânsito e a mobilidade urbana são assuntos bem peculiares por aqui.

Escolhemos alguns pontos que a gente curte na cidade e organizamos as visitas em dois dias. Minha irmã adora construções e eu adoro lugares altos, por isso o nosso primeiro dia foi de edifícios: Altino Arantes e Copan.

A gente começou o nosso roteiro pela estação Barra Funda. A primeira parada: Estação Santa Cecília. Subimos a pé até o Mackenzie, onde encontramos a minha irmã. De lá seguimos a pé para o Edifício Altino Arantes. Passamos pela praça da República, Teatro Municipal, Shopping Light, Vale do Anhangabaú. Uma geral pelo centro de SP.

O Luis curtiu o fato dos faróis de pedestre do Centro terem imagens de pontos turísticos. Outra observação foi com a quantidade de empregos “nonsense” que existem por aqui. Como por exemplo, aquelas pessoas que ficam com bandeirinhas no trânsito sinalizando quando você pode atravessar ou não.

“Vocês têm emprego pra qualquer coisa”, disse.

“É por isso que a taxa de desemprego no Brasil é baixa!”. Não lembro se foi ele que disse isso, se fui eu ou se só pensei.

Mas o comentário vale uma reflexão, sem desmerecer qualquer tipo de trabalho, claro.

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Chegamos no Altino Arantes, que é o antigo prédio do Banespa, fizemos o cadastro na recepção e subimos! Eu já tinha visitado o edifício umas três vezes e acho uma pena só poder ficar lá em cima por 5 minutos com bombeiros de olho, achando que você vai se suicidar a qualquer momento. Mal dá pra tirar umas fotos legais. Pra piorar, a visitação não funciona de final de semana. Eu acho um absurdo, é tipo o Empire State Building de São Paulo (ok, menos! rs), tinha que funcionar! Tirando isso, a vista de la do alto é impressionante! Dá pra ver São Paulo inteirinha e ter noção da grandiosa bagunça que é a nossa cidade.

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Depois da visita, a fome bateu e então voltamos pra Republica andando. Escolhemos almoçar no Almanara, que é um restaurante árabe muito famoso e tradicional por aqui e a filial do centro, se não me engano, é uma das mais antigas. O mais legal de lá é que diferente das outras filiais, você pode escolher entre buffet, rodízio ou à la carte. Mas acho que depende do horário. A gente foi de à la carte mesmo! Os donos são a família da Gi, uma amiga que eu não vejo a anos, mas muito querida, e o restaurante do centro era o preferido dela. Acabou que eu peguei um carinho pelo lugar também.

Depois do almoço, fomos para o Copan, famoso edifício projetado pelo mais famoso ainda, Niemeyer, que também tem uma cobertura aberta pra visitação. Mas lá o esquema é diferente, não rolam visitas durante o dia inteiro, só em horários marcados, um de manhã e outro de tarde. Subimos na administração do prédio, fizemos um cadastro e um guia nos levou até lá em cima. O espaço do Copan é bem mais legal, muito maior e eles te deixam mais a vontade pra aproveitar a visita. Dá pra fazer umas fotos legais, mas a vista é quase a mesma que do Altino Arantes. São Paulo é São Paulo de qualquer ponto alto da cidade né?!
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De lá pegamos o metrô até a estação Faria Lima. A próxima parada era um happy hour com outro amigo em comum, porque vir pra São Paulo sem curtir uma noite paulistana, não é vir pra São Paulo, mas um barzinho de leve era o máximo que nosso corpo aguentava. Do metrô Faria Lima pegamos um táxi, porque nesse ponto, a gente não tinha mais condições de andar/pegar ônibus e em poucos minutos chegamos no Tatu Bola. O ambiente era agradável, rolava um sonzinho ao vivo que não incomodava e o teto era cheio de fitinhas do Senhor do Bonfim. Uma graça. Apresentamos as famosas caipirinhas para o Luis, comemos algumas coisas gostosas e lá pelas oito da noite voltamos pra casa! De ônibus!

cheers @yuiso

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No dia seguinte a Lalá e a Betinha (amadax amigax cariocax) chegariam cedinho e a gente precisava descansar porque o turismo ia continuar!

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