Meu filme de surf preferido!

Quem me conhece sabe que eu sou a louca do surf. Adoro uma praia, acompanho os campeonatos, se eu não casar com um surfista, prefiro ficar solteira. Obviamente eu gosto de filmes de surf. Mas pra iiiisso, existem algumas peculiaridades…

Eu gosto de surf porque é bonito de se ver. Porque o surf, ao vivo, mesmo sem trilha sonora, tem uma vibe intensa, equilibrada, peaceful. Aquele tipo de coisa que a gente sabe que exige uma força do caralho, mas parece leve pra quem assiste. É algo que me acalma.

Por causa disso, não é qualquer filme com um cara mandando altas manobras em ondas grandes e qualquer punk rock estragando a vibe peaceful do surf que me agrada. Filme bom tem que ter roteiro elaborado, fotografia, trilha sonora perfeita. Pode ser que seja só frescura minha mesmo. As vezes acho que os diretores de surf esquecem desses detalhes e os filmes acabam saindo sempre meio iguais. Me dá uma preguiça.

Isso tudo é pra falar de um filme que eu acho completão: Castles In The Sky.

A primeira vez que eu assisti esse filme estava em Ubatuba, numa casa cheia de surfistas. Era uma sexta feira fria, a gente tinha acabado de chegar e o filme era pra dar uma “motivada” pro dia seguinte. (Porque às 6h da manhã começariam as buscas pelas melhores ondas da região, haja motivação!). Lembro que pirei, achei o filme lindo e intenso, a trilha sonora perfeita.

Por um tempo procurei essa sensação em outros filmes e nunca mais encontrei. Desisti. Aí hoje assisti um filme que achei mara: Endless Summer. Não foi a mesma coisa, mas eu adorei e surgiu uma pontinha de esperança de encontrar a sensação de Castles In The Sky em algum outro filme novamente. Já faz um tempo que eu não tô dando muita moral pra novas produções e talvez seja a hora de atualizar no meu repertório.

Mas claaaaro que antes de reiniciar as minhas buscas, eu fui assistir Castles novamente. Pra não passar batido, resolvi compartilhar por aqui:

Castles In The Sky – Filme Completo

Não consegui botar o player aqui mesmo porque o filme tá num site x =/

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Um caso de amor com Paraty | Pt. 2, Trindade

Continuando a histórinha de Paraty…

Então fomos para Trindade…

Trindade é uma vilazinha bem roots em Paraty. A vibe lá é bem legalize, do tipo que existem restaurantes chamados “Cura Larica” e coisas do tipo. Também é cheia de lojinhas de artesanato e hippies vendendo arte na rua.

Ali por perto tem quatro praias legais. A primeira chama Praia do Cepilho, mais deserta e cheia de pedras, tem ondas boas pra surf. Como nossa pretensão não era surfar, passamos direto por essa e paramos na segunda, Praia dos Ranchos que tem uma estrutura mais ok de barzinhos e o mar é mais tranquilo.

775672_606167532773735_858581961_oEsticamos as cangas na areia e nesse momento a viagem começou a fazer mais sentido. Conversando com a Dani, percebi que a gente tava passando por momentos semelhantes nas nossas vidas e com as nossas famílias. Fazia muito tempo que eu não conversava com alguém que realmente me entendesse e que falasse coisas que fizessem tanto sentido pra mim também. Foi uma delícia passar a tarde jogando conversa fora com ela.

Deu fome e então resolvemos ir comer em um quiosque que fica no canto dessa praia. Pedimos algumas caipirinhas, lula, etc. Adoro comer de frente para o mar, o visual tava demais, a água verdinha. O mau humor do início da viagem? Eu nem sabia mais o que era aquilo!

Depois de comer fomos explorar um pouco a vila, entramos em algumas lojinhas… tentei garimpar alguma coisa, eu gosto muito de comprar em viagens, mas não achei nada.

Pra fechar o dia, andamos até a Praia do Meio e ficamos relaxando por lá na areia até o final da tarde!

IMG_3628Umas 18h pegamos o ônibus de volta pra Paraty e aproveitamos pra dar uma voltinha pelo centrinho.

Aí sim eu me apaixonei de vez! De noite o centro fica iluminado e mais charmoso ainda, cheio de gente na rua, mas sem ser lotado de uma maneira extrema… barzinhos aconchegantes com música ao vivo… uma pulsação de arte em tempo real – em cada esquina tem alguém fazendo um som, pintando ao vivo, uma delícia…

Entramos em algumas cachaçarias e dessa vez eu consegui comprar algumas coisinhas. Coisinhas alcóolicas muito úteis pra fazer caipirinhas! Hahahahaha.

Voltamos para o hostel, tomamos um banho rápido. Ainda bem que não tinha fila no banheiro. Já estava meio tarde e a maioria dos hóspedes ja tinha saído pra jantar.

Nos arrumamos e saímos pra explorar mais um pouco do centrinho. Paramos em uma hamburgueria fofa pra comer e depois fomos para uma sorveteria. Deliciamos nossos sorvetes assistindo um simpático casal estrangeiro se apresentar na rua – acho que eram peruanos. Eles tocavam Bob Marley com violão e uns instrumentos diferentes que eu não sei o nome, mas o resultado era ótimo!

1404574_606170412773447_371287384_oVoltamos semi-cedo pro hostel. Eu até queria esticar um barzinho e beber uma cerveja mas a canseira bateu e achamos melhor ir dormir pra aproveitar mais o próximo dia.

Turistando hard em SP | Dia 1

Em setembro o Luis, um amigo espanhol que conheci no Havaí, veio para o Brasil e a primeira parada foi SP.

Eu nunca achei aqui uma cidade legal pra turismo, mas a gente tinha dois dias inteiros pra aproveitar antes de partirmos para o litoral. Então juntei com a minha irmã que estuda arquitetura e tem um olhar mais aguçado pra coisas legais na cidade e montamos um roteirinho de turismo nível hard aqui em SP. Turismo nível hard significa que ônibus e metrô estavam incluídos como parte das atrações e muita caminhada a pé pelo centro da cidade também.

Acho que a melhor maneira de conhecer a essência de uma cidade é ter um dia de local, então mesmo essas partes mais complicadas não poderiam faltar, já que o trânsito e a mobilidade urbana são assuntos bem peculiares por aqui.

Escolhemos alguns pontos que a gente curte na cidade e organizamos as visitas em dois dias. Minha irmã adora construções e eu adoro lugares altos, por isso o nosso primeiro dia foi de edifícios: Altino Arantes e Copan.

A gente começou o nosso roteiro pela estação Barra Funda. A primeira parada: Estação Santa Cecília. Subimos a pé até o Mackenzie, onde encontramos a minha irmã. De lá seguimos a pé para o Edifício Altino Arantes. Passamos pela praça da República, Teatro Municipal, Shopping Light, Vale do Anhangabaú. Uma geral pelo centro de SP.

O Luis curtiu o fato dos faróis de pedestre do Centro terem imagens de pontos turísticos. Outra observação foi com a quantidade de empregos “nonsense” que existem por aqui. Como por exemplo, aquelas pessoas que ficam com bandeirinhas no trânsito sinalizando quando você pode atravessar ou não.

“Vocês têm emprego pra qualquer coisa”, disse.

“É por isso que a taxa de desemprego no Brasil é baixa!”. Não lembro se foi ele que disse isso, se fui eu ou se só pensei.

Mas o comentário vale uma reflexão, sem desmerecer qualquer tipo de trabalho, claro.

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Chegamos no Altino Arantes, que é o antigo prédio do Banespa, fizemos o cadastro na recepção e subimos! Eu já tinha visitado o edifício umas três vezes e acho uma pena só poder ficar lá em cima por 5 minutos com bombeiros de olho, achando que você vai se suicidar a qualquer momento. Mal dá pra tirar umas fotos legais. Pra piorar, a visitação não funciona de final de semana. Eu acho um absurdo, é tipo o Empire State Building de São Paulo (ok, menos! rs), tinha que funcionar! Tirando isso, a vista de la do alto é impressionante! Dá pra ver São Paulo inteirinha e ter noção da grandiosa bagunça que é a nossa cidade.

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Depois da visita, a fome bateu e então voltamos pra Republica andando. Escolhemos almoçar no Almanara, que é um restaurante árabe muito famoso e tradicional por aqui e a filial do centro, se não me engano, é uma das mais antigas. O mais legal de lá é que diferente das outras filiais, você pode escolher entre buffet, rodízio ou à la carte. Mas acho que depende do horário. A gente foi de à la carte mesmo! Os donos são a família da Gi, uma amiga que eu não vejo a anos, mas muito querida, e o restaurante do centro era o preferido dela. Acabou que eu peguei um carinho pelo lugar também.

Depois do almoço, fomos para o Copan, famoso edifício projetado pelo mais famoso ainda, Niemeyer, que também tem uma cobertura aberta pra visitação. Mas lá o esquema é diferente, não rolam visitas durante o dia inteiro, só em horários marcados, um de manhã e outro de tarde. Subimos na administração do prédio, fizemos um cadastro e um guia nos levou até lá em cima. O espaço do Copan é bem mais legal, muito maior e eles te deixam mais a vontade pra aproveitar a visita. Dá pra fazer umas fotos legais, mas a vista é quase a mesma que do Altino Arantes. São Paulo é São Paulo de qualquer ponto alto da cidade né?!
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De lá pegamos o metrô até a estação Faria Lima. A próxima parada era um happy hour com outro amigo em comum, porque vir pra São Paulo sem curtir uma noite paulistana, não é vir pra São Paulo, mas um barzinho de leve era o máximo que nosso corpo aguentava. Do metrô Faria Lima pegamos um táxi, porque nesse ponto, a gente não tinha mais condições de andar/pegar ônibus e em poucos minutos chegamos no Tatu Bola. O ambiente era agradável, rolava um sonzinho ao vivo que não incomodava e o teto era cheio de fitinhas do Senhor do Bonfim. Uma graça. Apresentamos as famosas caipirinhas para o Luis, comemos algumas coisas gostosas e lá pelas oito da noite voltamos pra casa! De ônibus!

cheers @yuiso

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No dia seguinte a Lalá e a Betinha (amadax amigax cariocax) chegariam cedinho e a gente precisava descansar porque o turismo ia continuar!

2014 tá acabando e isso foi o que aconteceu de legal esse ano…

Esse post é beeeeeem pessoal. Esse blog tá virando meu diário né? Mas vamos lá!

Chega final do ano, bate aquela nostalgia do tempo passando e ao mesmo tempo aquela sensação de desespero: tá indo tudo muito rápido demais e parece que eu não tô aproveitando/realizando nada.
Nessas horas eu paro e faço uma lista de coisas legais que aconteceram/fiz nesse ano, pra provar pra mim mesma que foi sim um ano que valeu! Tá meio cedo pra isso, ainda é Novembro, mas achei justo fazer isso agora pra dar um gás para os quase dois meses que me restam. Então vamos lá… coisas legais que aconteceram esse ano:

1) Voltei pra Brasília depois de muitos anos. Sempre tive família por lá, mas só tinha ido pra cidade umas duas vezes, em casamentos e coisas assim. Mas como meu pai se mudou pra lá, foi legal passar o réveillon com primas queridas que eu não via a muito tempo.

Turistando hard 😝

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2) Passei três meses ‘morando sozinha’ com a minha irmã. Porque minha mãe quis esticar a temporada em Brasilia e a gente quis voltar pra SP. Foram três meses bagunçados e divertidos, a gente aprendeu a fazer caipirinhas e a tomar champagne as 6h da manhã. Viramos noites falando merda, rindo à toa e celebrando a liberdade de morar sozinhas ainda que temporariamente. Minha irmã é foda e qualquer dia com ela é um dia divertido.

Festa boa eh no conforto do lar! #caipirinhadafê #secairjacainacama

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3) Ainda no verão nós fizemos uma viagenzinha pelo RJ. Quatro dias na capital, um dia em Petrópolis, dois em Saquarema e mais quatro em Búzios. O ano começou brilhando, não caiu uma gota de chuva nesses dias e a gente aproveitou muuuuuuito. Trilhas, cachú, praia, cerveja, amigas queridas e festinhas, foi tudo de bom!

#buzios 😅

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4) Comecei a trabalhar na Farm. Tudo bem que eu ando insatisfeita com isso, mas no começo foi algo feliz. E 50% de desconto nas roupas da minha marca preferida definitivamente é algo legal! Têm sido um teste de resiliência também e isso deve ser algo positivo pro meu crescimento pessoal.
5) Formatura. O baile e a colação. Definição de dias felizes, emocionantes, daqueles que te fazem olhar pra trás e pensar: valeu a pena sim!
6) Em Maio voltei pra Saquarema, dessa vez pra curtir uma praia e o campeonato de surf que tava rolando. A cidade tava bombando de sol, surfistinhas e festinhas. Foi uma viagem completa, incluiu tudo o que uma viagem com amigas tem direito: álcool, loucurinhas, vexames, brigas, choros de reconciliação, risadas e declarações de amor. No final das contas a gente percebeu que o importante mesmo é que a gente têm uma a outra.

já pode voltar? 😔

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7) E aí teve a Copa, que foi um mês extra de Carnaval. E eu, não satisfeita em curtir aqui em São Paulo, fui pra bagunça da final no Rio. (Amigas lindas do Rio, obrigada por me receberem sempre que eu dou a louca e apareço por aí)
8) Em uma noite de tédio, sem muito potencial pra algo significativo, conheci um garoto. E aí meu coração que andava meio frio, esquentou novamente.
9) Em Setembro, um amigo muito querido que conheci no Havaí, veio para o Brasil. Fizemos um mini tour entre SP e RJ. Dois dias em SP, um fds no litoral norte de SP e mais 5 dias no RJ. Se não deu pra sair do país esse ano, essa viagem valeu por uma internacional! Foram dias intensos, bem turistas, a gente se divertiu demais, colocamos o papo em dia, matamos as saudades, rimos e choramos juntos, fizemos promessas de nos ver mais vezes. Foi inspirador!

🙌

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10) E por causa dele eu criei esse blog, que têm me dado um resultado interessante: tô melhorando a minha escrita, saindo da minha zona de conforto… dá um friozinho na barriga saber que algumas pessoas estão lendo coisas tão minhas!
11) Vale ainda citar os mil dates, sejam aqui em SP ou na praia, junto com o garoto do item 8. Definitivamente algo que incrementou bastante o meu ano. (Obrigada gatão!)

só sorrisos ☀️😂

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12) Eu emagreci 5kg… e sim emagrecer sempre é algo feliz!

“Tá vendo Fernanda, como valeu?” (eu falando comigo mesma!)

Plus… o que falta pra ficar perfeito:
13) Um trampo novo
14) Um réveillon sorridente
Nem é querer muito, assim…

Um caso de amor com Paraty | Pt. 1, Perrenguinho de leve

Eu tenho um caso de amor com Paraty. Foram apenas dois dias na cidade que valeram por 10. Arrisco dizer que foi uma das melhores mini trips que já fiz.

Tudo começou um dia no metrô. Eu encontrei sem querer uma amiga antiga, a Dani.
A Dani é dessas meninas fofas, bem resolvidas e suuuper desapegadas. Bem doidinha e aventureira também! Começamos a conversar, ela já estava planejando um fim de semana em Paraty e me convidou. A princípio iríamos em 3, eu, ela e uma outra amiga, mas a outra miou de última hora e fomos só nós duas.

Compramos as passagens de ônibus e reservamos um hostel que custava 15 reais a noite. Sexta feira à noite encontrei ela no terminal Tietê e embarcamos. Às 4h da madrugada chegamos na rodoviária de Paraty sem saber direito o que nos esperava. A gente não tinha avisado no hostel que íamos chegar de madrugada  e sequer sabíamos como ir pra lá.

A rodoviária de noite era meio trash. Muitos homeless por perto e não demorou muito pra um deles – completamente lunático – vir falar com a gente. A Dani deu uma enrolada no cara e a gente se livrou dele. Eu estava começando a ficar com medo.

Decidimos ir para o hostel. A pé, porque de acordo com o Google Maps, eram só 10 minutos caminhando. Andamos para o lugar indicado e chegando lá: cadê o hostel? O endereço era um lugar no meio do nada. Ficamos um tempo rodando no meio da cidade deserta, entramos em uma pousada pra pedir informações e não conseguimos nada… a essa altura o medo já era nítido no meu rosto.

Resolvi jogar o nome do hostel no Google – coisa que eu deveria ter feito a muito tempo – e encontrei um comentário falando que o endereço estava errado no site e dando as direções corretas.

(Obrigada senhor Google e senhor 3g por sempre nos salvarem nessas situações!)

Nisso já devia ser umas 5h da manhã. Pra completar, o lugar certo era do ooooutro lado da cidade, o que deu mais uns 25 minutos caminhando, sozinhas, numa cidade deserta, escura e carregando malas. Meu humor já estava daqueeeele jeito!

Depois da longa caminhada, finalmente achamos a praia do Pontal e o hostel… que estava fechado! Pensamos: vamos esperar na praia até amanhecer e alguém aparecer pra nos receber.

Maaaas….

Uma coisa engraçada de Paraty é que lá tem muitos cachorros na rua. Eu disse MUITOS! E parecia que boa parte deles estavam concentrados nessa praia. Eu gosto de cachorros. Pra mim, eles são sinônimo de carinho. Mas confesso que não tenho muito “jeito” com esses bichinhos. Eu tinha medo de cachorros quando era criança – do tipo que subia na mesa se um poodle chegasse perto – e hoje em dia ainda fico meio apreensiva com cães maiores. Pra piorar, lá em Paraty, o passatempo preferido deles durante a madrugada era tipo… brincar de lutinha.
Olha que sem noção: eles pegavam uma distância um do outro e saiam correndo na mesma direção até se trombarem e ficavam pulando um em cima do outro, até que cansavam, pegavam uma distância e começavam tudo de novo. E como a gente invadiu a festinha deles, parece que eles queriam incluir a gente na brincadeira. O que começou a me incomodar um pouco. Vejam bem, não eram uns 3 cachorros. Eram uns 15. Demais pra mim.
Juntou o sono + friozinho matinal + mau humor por causa do endereço errado + cachorros malucos que não nos davam sossego = eu puta da vida. “Que cidade esquisita, acho que não volto mais pra cá”, comentei com a Dani. Minha expectativa com os próximos capítulos estava no chão.

A paciência acabou e a gente só queria um lugar pra dormir então num momento iluminado – com grande potencial pra decisões erradas – pensamos “porque a gente não tenta entrar no hostel?”

Pulamos o portão, que não tinha mais de um metro de altura. A recepção ficava num lugar que era tipo a garagem de uma casa, coberta mas aberta… e aí tinha uma porta. Pra nossa sorte, estava destrancada.

Abrimos a porta e atrás dela havia tipo uma “área de lazer”. Churrasqueira, mesas e duas redes. Não pensamos duas vezes: deitamos nas redes e dormimos.

1402828_606166826107139_591064019_oMais ou menos 8h da manhã, acordamos com o staff dando uma geral no lugar. Ninguém perguntou nada. Ufa! Nesse horário já tinha gente na recepção então levantamos meio sem graça e fomos até lá, fizemos o check in etc e tal!

Nos levaram até o nosso quarto, que era compartilhado pra 10 pessoas. Só tinha homem. Assim que a gente entrou lá, vi um cara só de cueca com cara de ‘quero cavar um buraco agora e sumir’. Obviamente não estava esperando que garotas aparecessem por ali tão de repente.

Dormimos mais um pouco e acordamos às 11h. Com um quarto daquele eu nem ousei trocar de roupa, dormi de calça jeans mesmo. Depois tomamos um café e aí conhecemos o Charlie, que estava trabalhando na recepção naquele horário.

Charlie é sueco, mas fala um português ótimo. Tem 24 anos e estava viajando pela América do Sul nesse esquema: arranjando bicos em cada cidade que passava em troca de hospedagem e alimentação. Ele era um dos garotos do nosso quarto e já estava em Paraty por uns meses então deu várias dicas sobre a cidade. Nos sugeriu ir pra Trindade aquele dia e ensinou como chegar lá.

Nesse momento meu humor já tava mais neutro, porque sei que é praticamente impossível alguma viagem pra praia ser ruim. Mas eu não tava contando que seria uma viagem formidável. 737234_606166909440464_1358136133_o
Fazia um dia de Sol maravilhoso e pra chegar na rodoviária e pegar o bus pra Trindade, a gente precisou passar pelo centrinho histórico de Paraty. E foi aí que meu coração começou a derreter de verdade.
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Que lugarzinho charmoso! Varias lojinhas, cafés, cachaçarias, restaurantes, todos naquele estilo colonial… a rua de pedras… bandeirinhas pra todos os lados. Eu achei aquilo tudo fofo demais! Alguma coisa ali me cativou em segundos. Acho que foi a vibe romântica mas ao mesmo tempo descolada.

Pegamos o ônibus pra Trindade e o resto eu continuo depois.

Se o trabalho não existisse…

Ano passado, num curso na Perestroika, fui apresentada as ideias de Federico Pistono e seu livro Robots Will Steal Your Jobs, But Thats Ok. Me mostraram milhares de situações onde rôbos conseguem tranquilamente substituir o trabalho humano, o que não é um assunto relativamente novo.  A novidade aqui é que existe uma possibilidade real, de todos os trabalhos serem substituídos por robôs. Mesmo aqueles que envolvem criatividade como músicos, escritores e até chefs de cozinha.

Diante dessa possibilidade, comecei a me questionar: se nossos trabalhos fossem todos executados por robôs, a gente ia trabalhar menos. O que faríamos da nossa vida então com tanto tempo livre? Como seriam as nossas fontes de renda? Como a sociedade se organizaria a partir disso? O assunto começou a dar um nó na minha cabeça. Óbvio que eu não cheguei em nenhuma resposta…
Mas como sonhar não custa nada, resolvi me limitar a “como seria a minha vida, se ninguém precisasse trabalhar?” e soltar a imaginação.
Pensando numa realidade não muito distante da de hoje, seria assim:
A gente ia morar na praia. A gente, porque eu não ia querer ir pra lá sozinha.
Não seria qualquer praia, mas uma tranquila. De preferência uma onde o Sol se ponha no mar durante o verão.
Eu ia acordar cedo e ver o mar e agradecer mentalmente por estar viva mais um dia.
Ia aprender ioga e praticar 3 vezes por semana. Além do ioga eu também ia surfar… mas isso seria sempre que desse vontade e não apenas 3 vezes por semana.
Ia ler todos os livros possíveis. E continuaria escrevendo. Pra mim, não dá pra ser feliz sem fazer algo produtivo, então a escrita seria a minha produtividade.
Cancelaria a minha conta no Facebook, mas manteria o Instagram, porque eu gosto de fotos bonitas. Tá aí outra coisa que eu também ia fazer as vezes: sair pra fotografar.
De vez em quando nós iríamos fazer alguma trilha e caçar cachoeiras por aí. Conhecer praias novas ao nosso redor até elas se esgotarem e depois começar de novo.
A gente ia ter um cachorro. Ou vários. E uma hortinha orgânica.
Eu ia me alimentar de carinho, sorrisos e energia positiva todos os dias. Mas ia aprender a cozinhar algumas coisas gostosas também, porque cozinhar é sempre um bom passa-tempo. E é uma delícia ver a satisfação das pessoas que provam o que você preparou. Ia ser engraçado, porque eu sou bem descoordenada na cozinha… Organizaria jantares pra receber os amigos. E festinhas também.
Eu iria ver o sol se pôr to-dos os dias. E quando estivesse chovendo eu iria tomar banho de chuva, porque sabe? Lava a alma. Chuva é água, não entendo quem foge de chuva. Se fizesse frio, o pôr do sol ia virar o horário oficial de tomar chá.
Uma vez ou duas vezes por ano nós iríamos viajar pra algum lugar desconhecido. Conhecer lugares novos é uma ótima maneira de oxigenar o cérebro. Um perrenguinho de vez em quando também não mata ninguém, mas fortalece.
E assim a vida ia seguir… depois de anos, o que aconteceria? Não faço ideia. Mas sei que a leveza e os sorrisos continuariam…

Pensamento aleatório | Sobre escrever


Uma vez alguém me disse que “o que você faz enquanto procrastina no trabalho, é o que você deveria estar fazendo da vida”.

Eu ando escrevendo, enquanto procrastino no trabalho… Meu bloco de notas do celular tá bombando de rascunhos…
Outra vez um amigo – diretor de cinema – me disse que eu deveria fazer um curso de roteiro e virar roteirista. Porque eu era “criativa e viajava na maionese, então tinha o perfil”.
Seria isso um insight?