Turistando hard em SP | Dia 2

Nosso segundo dia de turismo paulistano começou bem cedo. Fomos buscar a Lala e a Betinha na rodoviária do Tietê, voltamos pra casa e começamos a pesquisar um restaurante legal and que aceitasse VR (importante!) pra almoçar! Acabou que a gente não decidiu nada e então fomos pra Av. Paulista bater perna…

Eu vivo por lá, então a avenida nem é tão óóóó, que legal pra mim. Mas é um ponto importante da cidade e não podia ficar de fora do roteiro. Começamos pela estação Consolação e fomos andando… e andando, andando…

Paramos no vão do Masp pra umas fotos. Tava rolando algum tipo de ‘movimentação eleitoral’ por lá e o Luis achou curioso. Período pré-eleição é assim mesmo…

nem o oceano atlântico separa ❤️

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Depois atravessamos a avenida e demos uma voltinha no parque Trianon. Não sei, mas eu não gosto muito de lá. Tem uma vibe meio ‘empoeirada’, não parece um parque muito bem cuidado…

Seguimos andando sentido Paraíso. No meio do caminho eu lembrei da lanchonete A Chapa, na Alameda Santos. Todo mundo topou então fomos almoçar lá. Adoro hamburguer e o de lá é muito bom!

De lá pegamos um táxi – ninguém mais aguentava andar – e descemos pro Parque Ibirapuera, que dispensa apresentações, certo?

Parque Ibirapuera ✌️

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Algumas fotos e sorvetes depois, como era o primeiro dia da Bienal de Artes de SP e a gente é muito cult, aproveitamos para dar uma olhada. Tinha umas coisas interessantes… logo no começo o desenho de um mapa do artista Qiu Zhijie – “The Map of Utopia” – acho que foi o que mais marcou pra mim.

Outras instalações legais, algumas meio creepy, não que eu tenha entendido tudo muito bem, mas achei válido o passeio. Alias, sempre acho válido esses passeios cults e não acho que eles precisam fazer sentido. Tudo é bagagem e uma hora talvez você seja impactado por alguma outra coisa, que vai se conectar com a lembrança da arte X no seu cérebro e daí vai fazer sentido, surgir uma ideia nova, quem sabe? Tem que manter a mente aberta pra essas coisas!

Tava tudo lindo, tudo indo bem, São Paulo não tava parecendo uma cidade tão ruim assim… mas era uma sexta-feira, 17h, e a gente resolveu ir embora…

Nesse momento SP colocou as suas garrinhas de fora e mostrou sua verdadeira face.

Eu já falei que nosso principal transporte nesses dias era ônibus/metrô, certo?

Pegamos um ônibus pro metrô Ana Rosa, que por sorte a nossa não estava lotado. Ele andou por 5 minutos e parou no trânsito… e não andou mais… passou 10… 20… 30 minutos… e a gente mal tinha andando um quarteirão. Que caos! Comecei a ficar irritada. Eu tinha esquecido de como era o trânsito aqui em SP, fazia muito tempo que não precisava me locomover pela cidade nesses horários.

Peguei o celular e olhei Google Maps, vi que o metrô ficava a 15 minutos caminhando de onde a gente estava e falei:

“Tchurma, plano B. Eu sei que cês tão cansados, mas acho melhor a gente ir andando pro metrô, se a gente quiser chegar lá hoje!”

E fomos, com o humor pelas tantas já. E pegamos o metrô semi lotado, mas foi ok. Chegamos na Barra Funda, onde minha mãe iria buscar a gente. E ela demorou… 10… 20… 30… 40… 50 minutos, pra chegar. Culpa de quem? Do tal do fucking trânsito.

Enquanto a gente esperava pela minha mãe no terminal, o desespero começou a bater. O Luis me olhava com cara de “WTF??” enquanto dizia “Agora eu entendo porque você não gosta dessa cidade. Você precisa ir embora daqui. Logo!”. Ah, meu amigo, se fosse fácil…

Quase três horas depois, chegamos em casa. Exaustos. O humor em pedaços. Cada um tomou seu banho, minha mãe tinha feito um estrogonofe deli, jantamos e partimos pro litoral… E assim terminou essa história de passear por São Paulo. Fugindo daqui! Hahahaha.

Mas no final das contas, se eu queria que eles conhecessem SP como ela realmente é, atingi meu objetivo!

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Turistando hard em SP | Dia 1

Em setembro o Luis, um amigo espanhol que conheci no Havaí, veio para o Brasil e a primeira parada foi SP.

Eu nunca achei aqui uma cidade legal pra turismo, mas a gente tinha dois dias inteiros pra aproveitar antes de partirmos para o litoral. Então juntei com a minha irmã que estuda arquitetura e tem um olhar mais aguçado pra coisas legais na cidade e montamos um roteirinho de turismo nível hard aqui em SP. Turismo nível hard significa que ônibus e metrô estavam incluídos como parte das atrações e muita caminhada a pé pelo centro da cidade também.

Acho que a melhor maneira de conhecer a essência de uma cidade é ter um dia de local, então mesmo essas partes mais complicadas não poderiam faltar, já que o trânsito e a mobilidade urbana são assuntos bem peculiares por aqui.

Escolhemos alguns pontos que a gente curte na cidade e organizamos as visitas em dois dias. Minha irmã adora construções e eu adoro lugares altos, por isso o nosso primeiro dia foi de edifícios: Altino Arantes e Copan.

A gente começou o nosso roteiro pela estação Barra Funda. A primeira parada: Estação Santa Cecília. Subimos a pé até o Mackenzie, onde encontramos a minha irmã. De lá seguimos a pé para o Edifício Altino Arantes. Passamos pela praça da República, Teatro Municipal, Shopping Light, Vale do Anhangabaú. Uma geral pelo centro de SP.

O Luis curtiu o fato dos faróis de pedestre do Centro terem imagens de pontos turísticos. Outra observação foi com a quantidade de empregos “nonsense” que existem por aqui. Como por exemplo, aquelas pessoas que ficam com bandeirinhas no trânsito sinalizando quando você pode atravessar ou não.

“Vocês têm emprego pra qualquer coisa”, disse.

“É por isso que a taxa de desemprego no Brasil é baixa!”. Não lembro se foi ele que disse isso, se fui eu ou se só pensei.

Mas o comentário vale uma reflexão, sem desmerecer qualquer tipo de trabalho, claro.

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Chegamos no Altino Arantes, que é o antigo prédio do Banespa, fizemos o cadastro na recepção e subimos! Eu já tinha visitado o edifício umas três vezes e acho uma pena só poder ficar lá em cima por 5 minutos com bombeiros de olho, achando que você vai se suicidar a qualquer momento. Mal dá pra tirar umas fotos legais. Pra piorar, a visitação não funciona de final de semana. Eu acho um absurdo, é tipo o Empire State Building de São Paulo (ok, menos! rs), tinha que funcionar! Tirando isso, a vista de la do alto é impressionante! Dá pra ver São Paulo inteirinha e ter noção da grandiosa bagunça que é a nossa cidade.

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Depois da visita, a fome bateu e então voltamos pra Republica andando. Escolhemos almoçar no Almanara, que é um restaurante árabe muito famoso e tradicional por aqui e a filial do centro, se não me engano, é uma das mais antigas. O mais legal de lá é que diferente das outras filiais, você pode escolher entre buffet, rodízio ou à la carte. Mas acho que depende do horário. A gente foi de à la carte mesmo! Os donos são a família da Gi, uma amiga que eu não vejo a anos, mas muito querida, e o restaurante do centro era o preferido dela. Acabou que eu peguei um carinho pelo lugar também.

Depois do almoço, fomos para o Copan, famoso edifício projetado pelo mais famoso ainda, Niemeyer, que também tem uma cobertura aberta pra visitação. Mas lá o esquema é diferente, não rolam visitas durante o dia inteiro, só em horários marcados, um de manhã e outro de tarde. Subimos na administração do prédio, fizemos um cadastro e um guia nos levou até lá em cima. O espaço do Copan é bem mais legal, muito maior e eles te deixam mais a vontade pra aproveitar a visita. Dá pra fazer umas fotos legais, mas a vista é quase a mesma que do Altino Arantes. São Paulo é São Paulo de qualquer ponto alto da cidade né?!
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De lá pegamos o metrô até a estação Faria Lima. A próxima parada era um happy hour com outro amigo em comum, porque vir pra São Paulo sem curtir uma noite paulistana, não é vir pra São Paulo, mas um barzinho de leve era o máximo que nosso corpo aguentava. Do metrô Faria Lima pegamos um táxi, porque nesse ponto, a gente não tinha mais condições de andar/pegar ônibus e em poucos minutos chegamos no Tatu Bola. O ambiente era agradável, rolava um sonzinho ao vivo que não incomodava e o teto era cheio de fitinhas do Senhor do Bonfim. Uma graça. Apresentamos as famosas caipirinhas para o Luis, comemos algumas coisas gostosas e lá pelas oito da noite voltamos pra casa! De ônibus!

cheers @yuiso

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No dia seguinte a Lalá e a Betinha (amadax amigax cariocax) chegariam cedinho e a gente precisava descansar porque o turismo ia continuar!

Como levar uma vida tropical morando em São Paulo – parte 2

Continuando a saga… mais algumas dicas pessoais de como levar uma vida mais light nessa capital do caos.

6. Medite!
É clichê, eu sei, mas funciona! Quem aí já fez o teste? Não vale meditar uma vez na vida e achar que não deu resultado. Precisa ter disciplina, meditar todo dia, acalmar a mente… eu costumo fazer isso antes de dormir – e pego no sono no meio do caminho, claro. Simplesmente deito na minha cama em uma posição confortável e me concentro na respiração, esvaziando a mente. Vou contando… inspira, expira, 1…. inspira, expira, 2… se a mente vaga e se perde em pensamentos eu volto pro começo: Inspira, expira, 1…. e assim vai. Desafio vocês a chegarem no 10 de primeira! É difícil… mas aí você começa a perceber… “Nossa, as coisas estão se ajeitando… Nossa, eu lidei bem com tal problema…” e eu não garanto que é 100% culpa da meditação, mas que ela ajuda a manter corpo e mente em equilíbrio no meio dessa loucura, ô se ajuda.

7. Dê alguns mimos para a sua casa.
Vão ter aqueles dias em que você não vai ousar querer sair de casa. Seja porque o transito está caótico, porque você tá com preguiça de pegar fila, porque não quer gastar dinheiro, porque tá chovendo e frio. Se fugir da cidade não é uma opção, o que te resta é aproveitar o dia no aconchego do seu lar. E pra ficar mais aconchegante ainda, porque não uns mimos para sua casa? Quadros bonitos, perfume de ambiente, um travesseiro de primeira qualidade e um edredon gigante e macio vão deixar os seus dias em casa ainda mais gostosos, já que é isso o que te resta.
pi8. Encontre amigos surfistas. Ou um namorado.
É sério. Eles vão querer ir pra praia todos os finais de semana surfar e você aproveita pra desestressar a mente de frente para o mar enquanto toma um sol e uma água de côco.

surf9. Saia pra jantar em um dos zilhões de restaurantes bacanas da cidade.
Mas faça isso de segunda a quinta, de noite, pra não correr o risco de pegar muita fila. Uma das melhores coisas que São Paulo tem a oferecer são restaurantes deliciosos de todos os tipos. Convide uma amiga, sua irmã, um gatinho e vá jantar. A comida boa, o ambiente e a companhia agradável vão te fazer esquecer – ainda que por poucas horas – que você vive numa cidade louca.

Acho que por enquanto é isso… se eu descobrir mais alguma técnica pra espairecer nessa cidade, volto pra contar!

Como levar uma vida tropical morando em São Paulo – parte 1

Nasci e cresci em São Paulo – metrópole caótica e barulhenta. Quando era pequena, adorava a cidade e suas zilhões de opções. Mas isso era porque eu não tinha muito contato com o trânsito (sempre estudei perto de casa), com o transporte público (meus pais me levavam de carro pra cima e pra baixo), com as filas e superlotações em todos os lugares. Enfim, eu não vivia a cidade verdadeiramente.
Aí eu cresci, comecei a trabalhar, precisei pegar ônibus-metrô-ônibus pra ir e voltar do trabalho. Chegava fim de semana, eu queria ir no cinema e não tinha ingresso, queria ir no restaurante e a fila de espera era de 2h, queria ir pra balada e mal conseguia dançar tamanha a lotação da casa. Isso sem nem entrar no mérito dos preços!
Pra piorar tudo, comecei a viajar sozinha, conheci lugares completamente diferentes da minha realidade… Sabe aquela história, de que você não sabe que tá na merda, até que descobre que existe coisa melhor? E quando você se acostuma com a coisa melhor, voltar pra merda é uma tortura? Pois é, resumo da minha vida. #drama
Passei a odiar São Paulo com todas as minhas forças. Tudo o que eu queria era ir embora daqui. Maaaaas… não se pode ter tudo nessa vida né? Pra não perder um pouco o conforto de morar com a família e não precisar largar a faculdade, acabei ficando… ficando… do ano que vem não passa!
O lado bom de tudo isso é que eu aprendi a abstrair um pouco o estresse da cidade e encontrei minhas maneiras de levar uma vida mais leve por aqui. E é isso que eu compartilho agora com vocês:

1. Marcar compromissos em horários alternativos é tudo nessa vida paulistana.
Vejam bem, São Paulo é uma cidade gigante. Pra ajudar, eu moro bem longe do centro e a 15 minutos de carro (45min de ônibus) da estação de metrô mais próxima – sem trânsito.
Considerando tudo isso, o mínimo de tempo que eu levo pra chegar em algum lugar mais próximo do centro da cidade é 40 minutos. O MÍNIMO. Coloca um pouquinho de trânsito nessa mistura e pronto, esse tempo é multiplicado por 3. E ainda tem a volta. Por isso hoje em dia eu desisti: não tem santo que me tire do local onde eu estiver das 7h as 10h e das 17h as 19h – a não ser que eu consiga me locomover caminhando. Alguns dirão: mas você perde tempo do mesmo jeito, não? Sim, de certa forma. Mas vai ser um tempo mais bem aproveitado, porque qualquer tempo que não seja perdido no trânsito é mais bem aproveitado.

2. Se você se locomove pela cidade de transporte público, fique de olho nos números dos seus ônibus e utilize aplicativos para saber onde os veículos estão.
Tudo uma questão de administrar a expectativa para gerar menos estresse. Existem várias opções, mas eu gosto mesmo é do Olho Vivo da própria SPTrans. Comigo ele nunca errou!

3. Vá correr no parque. Depois de correr, compre uma água de côco, feche os olhos e imagine que está de frente para o mar.
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foto: RsdBarros – Flickr

Levar uma vida tropical é sinônimo de levar uma vida saudável, logo, fazer exercícios físicos faz parte da rotina. Mas eu já vivo em um selva de concreto. Entrar em um espaço completamente de concreto (aka. academia) pra fazer exercício fica meio fora de cogitação. São Paulo tem dezenas de parques espalhados pela cidade. É só escolher o mais próximo da sua casa e dar um jeito de movimentar o corpinho (lembrando sempre dos horários alternativos).

4. Vista roupas coloridas e estampadas.
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foto: Pinterest

Não é porque a cidade é cinza, que você também tem que ser. Existem diversos estudos que afirmam que as cores exercem influências psicológicas no comportamento do ser humano e acredito que a maneira mais fácil de incluir cores no dia-a-dia é através das roupas. Laranja, amarelo, rosa e verde são cores estimulantes e que transmitem sensações positivas. Experimente!

5. Descubra um bar/lanchonete gostoso perto de casa e vire cliente!
Mas tem que ser daqueles que dá pra ir a pé, sem preocupação com ônibus/estacionamento, num domingo de tarde, só pra espairecer. No meu caso esse bar é o Frangó, que é ótimo, tem uma carta de cervejas mara e vários petiscos delícias.

…to be continued