Procurando Um Trampo Novo, A Saga | Quase um mês depois

Esse post é um desabafo quase imaturo. Quase, porque eu acho meio injusto ficar reclamando de trabalho, sendo que a maioria das pessoas do mundo tá numa situação muito pior que eu. Pelo menos eu tenho um trabalho e saúde e um lugar bem confortável pra morar e comida boa todo dia e pessoas queridas ao meu redor. Mas não totalmente, porque tenho meus motivos reais para estar insatisfeita e acho que a gente não deve se culpar por desejar o que deseja e a vida não foi feita pra gente se conformar e não correr atrás de coisa melhor, certo?

Faz quase um mês que escrevi meu primeiro post sobre a saga para encontrar um trampo novo. A meta de encontrar algo em um mês? Piada né?!

Em números, foram mais de 100 cvs enviados pelo vagas.com, mais uns 20 pelo Linkedin, 6 por e-mail para algumas pessoas-chave e mais alguns contatos pelo Facebook.

Os resultados? Quatro pessoas se disponibilizaram a me ajudar mas ainda não deram nenhum sinal de vida. Fiz uma entrevista em uma agência e não passei. E o resto tá pelo ar…

Em alguns momentos bate aquela sensação: “você é um fracasso” e dá vontade de chorar. Mas ainda bem que eu tenho amigos pra conversar e a maioria deles também tem falado bastante sobre o assunto com ênfase no “TÁ FODA”. Não tô sozinha nessa.

A vida no meu trabalho atual deu uma tranquilizada e tiveram alguns dias que eu nem cheguei a dar uma olhada nas vagas do dia. As vendas também estão melhorando – o que dá um ânimo maior para ir trabalhar. Mas essa história de não ter finais de semana tá pesando bastante.

Ano que vem tem 14 feriados e pensar que se eu continuar lá não vou aproveitar nenhum deles. Ai. Dói.

Sabe, trabalho deveria vir pra agregar aos momentos de lazer. Ou mais, deveria ser mais um momento prazeroso. Mas no meu caso, ele só tem me roubado a maioria desses momentos.

Eu ando conseguindo ‘dar um jeitinho’ nisso muito bem. Longe de mim dizer que não estou aproveitando a vida ultimamente, mas esse é o problema: tô vivendo de jeitinhos, de improvisos, de favores pra conseguir folgas. Não dá pra ser assim pra sempre.

Essa semana tem um dos raros feriadões do ano e eu tô cha-te-a-da porque não vou conseguir aproveitar com quem eu gosto.

Mas é isso aí, a opção “desistir” sequer existe, então bola pra frente…

#prontofalei

Procurando Um Trampo Novo, A Saga | 50 Ways To Get a Job

Gente pára tudo! Se tem um motivo pra eu não ter saído do Facebook ainda, é porque às vezes algumas pessoas compartilham coisas brilhantes por lá… tipo isso aqui:

50 ways to get a job

50-Ways-to-Get-a-Job
Funciona assim: eles sugerem 50 desafios que vão te ajudar a encontrar um trabalho novo, mas não qualquer – um que te traga dinheiro, felicidade e propósito. Esses desafios são divididos em 9 fases, que acredito eu serem as fases que as pessoas que estão procurando um trabalho possivelmente podem se encontrar. Você pode começar pelo começo ou porque qualquer lugar que se identifique mais com a fase da sua vida.

O criador do projeto diz que, “o conteúdo do site não vai fazer nenhuma mágica, mas se você se comprometer a fazer cada exercício com autenticidade e real esforço, você vai encontrar seu caminho, sua carreira ideal e um emprego”

Desnecessário dizer que os desafios são coisas que podem realmente te tirar da sua zona de conforto. Além disso eu achei bem interessante essa propostinha gamificada do site.

Tenho certeza que se você não encontrar um emprego que combine contigo no final disso tudo, no minimo é um baita treino de autoconhecimento.

Como tá PHODA achar um trampo nas maneiras convencionais, resolvi testar. Who knows? Se der certo, sucesso e um trampo novo. Se não der, foi divertido e conteúdo pro blog. Nada a perder.

Resolvi começar pelo começo mesmo. O desafio número 1 é “Map your current career path”, algo tipo “Mapeie a sua carreira atual”. São 6 exerciciozinhos que eu vou levar uns dias pra pensar e depois volto aqui pra contar.

Procurando Um Trampo Novo, A Saga | Os Primeiros Dias

Resolvi fazer um diário da minha saga pra encontrar um trampo legal. Acho que escrever vai ajudar a aliviar a minha ansiedade. Estabeleci como meta, 1 mês para encontrar algo. De fato, vai ser um desafio.

Como já disse em alguns posts anteriores, eu trabalho no shopping, na Farm. Meu trabalho não é ruim, mas algumas coisas me incomodam:
– Não tenho finais de semana, nem feriados. Sabe, eu não ligo de trabalhar um sábado ou outro. Mas trabalhar TODOS os sábados é desesperador! Se tenho o aniversário de alguma amiga no sábado a noite, eu não consigo ir, por causa do horário. Se a galera marca uma viagem no final de semana, eu também não vou. Se meu pai vem pra São Paulo, eu mal consigo almoçar com ele. Isso tem me deixado bem triste.
–  Algumas atitudes da Farm são incompatíveis com os meus valores. Eu não sou careta, mas gosto de algumas coisas certas. E é mais fácil mudar de empresa do que mudar a empresa.
– Trabalhar com venda direta é complicado. Na verdade isso é incoerente com o que eu acredito. Sou uma pessoa que acredita no consumo sustentável. Não acho bacana comprar por comprar, comprar porque não tem o que fazer, comprar pra mostrar para os outros que tá comprando. E o meu trabalho hoje em dia é fazer garotas comprarem o máximo que puderem, no matter what. Tudo bem que meu salário está diretamente envolvido com isso. Mas eu prefiro ter um salário médio e fazer algo com mais propósito, do que isso. Eu sei que indiretamente, praticamente todos os trabalhos hoje em dia estão ligados ao “vender mais, para lucrar mais” e que durante um bom tempo vai continuar assim. Mas trabalhar com isso de uma maneira direta, tem me incomodado bastante.
– O Natal tá chegando. E o Natal no shopping é cruel. Muita gente me diz: “mas o que? Você quer sair agora, que é hora de ganhar dinheiro? E eu respondo: você não sabe o que é trabalhar no shopping durante o Natal.” Já passei o Natal no shopping duas vezes. O dinheiro que eu ganhei? Nem fez cócegas, perto da vida que eu perdi.

Posto isso, essa foi a minha última semana: fiz a lição de casa. Atualizei meu currículo. Fiz uma versão mais séria, uma em inglês e outra mais fun, com cara de cv de designer. Mandei pra alguns conhecidos, falando na cara de pau mesmo “estou procurando um trampo novo, se puder me ajudar, agradeço.”. Alguns se propuseram a me ajudar, se souberem de algo. Alguns nem responderam.

Semana passada fiz uma entrevista em uma agência do namorado de uma colega. Ainda não recebi a resposta, mas a julgar pela demora, acredito que seja negativa.

Quase todos os dias acordo com o coração apertado. Ansioso. Lembro que preciso ir pra Farm e a vontade é de cavar um buraco e entrar. Checo o meu e-mail, vejo que não tem nenhum convite pra nenhuma entrevista e bate um mini desespero. “Preciso fazer alguma coisa”, penso.

Entro no vagas, no trampos, procurando vagas com a minha cara… aí vejo lá “287 pessoas se candidataram para essa vaga” e desanimo.

Estou pensando em maneiras de impactar mais pessoas, avisando que “Ei, estou aqui, procurando um trampo! Não tenho muita experiência, mas muita disposição! E eu aprendo rápido, eu juro!”. Pega muito mal parecer desesperada? Hahahaha.

Vou fazer uma lista de coisas que podem ser feitas pra ajudar a encontrar uma trampo novo. Adoro listas e elas sempre me ajudam a organizar minha ideias. De quebra, fica uma ideia pra um próximo post…

Na minha mente, no momento | Procurando um trampo novo

Desde que eu me formei no final do ano passado, venho procurando um trampo legal, daqueles dream jobs que vão te deixar louca mas trazer uma satisfação imensa. Confesso que tem sido uma missão impossível…

Antes da formatura, meu último emprego foi numa agência de publicidade. Como em qualquer agência, o clima era muuuuuito legal. Saí de lá num mix de “preciso terminar a facul + não consigo sobreviver com esse salário + outras razões subjetivas”. Eu sou uma típica geração Y lutando para ser madura e verdadeira nesse mundo de ilusão e hipocrisia.

Fiquei dois meses de férias e não apareceu nada interessante… na real, não apareceu NADA. Desespero começou a bater. Como eu já tinha experiência no varejo e tinha uma vaga aberta na Farm – minha marca preferida – acabei indo pra lá. Virei Subgerente. O shopping, tem lá suas vantagens e desvantagens e pra mim, atualmente são mais desvantagens do que vantagens.

Resolvi então procurar mais intensamente um trabalho novo. Mas um que tenha realmente a minha cara. Disparei meu CV para vários conhecidos e nesse momento deu pra perceber quem é realmente legal e quem finge que é legal.

Mas sinto que a maior dificuldade para conseguir um emprego legal hoje em dia é que parece que os recrutadores querem que você esteja morrendo por aquela vaga em específico. Querem que você demonstre que o sonho da sua vida é aquilo. E cá entre nós, não é bem assim. Até porque, eu não tenho só um sonho e eles não são específicos dessa maneira.

Além disso, tenho a impressão de que eles querem super heróis. Só que: ninguém aqui é um robô, que sabe tudo de tudo. Eu sei escrever, sei um pouquinho de excel, mais um pouquinho de photoshop, redes sociais, SEO, ad words, blogs, comercial, atendimento, whatever… e eu não tenho experiência profissional em tudo isso, mas eu me viro!
Me viro igual a Andy se virou pra conseguir as cópias ainda não lançadas de Harry Potter para as filhas da Miranda, porque acredito que é assim que as coisas funcionam.

Outro dia vi uma citação que foi libertadora: “Eles também não tem a menor ideia do que estão fazendo.”

Isso me lembra algo que me disseram em um dos cursos que fiz: quanto mais você sabe, mais você sabe que não sabe. E se você tem a sensação de que não sabe de nada, provavelmente é porque sabe bastante.

Acho que no final é isso. Ninguém sabe tudo 100% e mesmo que souber, a possibilidade de errar ainda existe.
A diferença entre os bons profissionais e os maus profissionais não é a experiência, mas a coragem para enfrentar desafios e a disposição para fazer bem feito.