O que eu aprendi com “A culpa é das estrelas”

Às vezes eu me pego pensando qual o sentido dessa coisa toda, essa vida toda. Por que se esforçar por algo, por que construir algo, se sabemos que no final, vamos todos morrer e dessa vida nada se leva?

Às vezes também acordo insegura, com medo do que o futuro me reserva… “E se tudo o que tá perfeito hoje em dia, explodir daqui um tempo?”.

Antes eu simplesmente deixava esses pensamentos passarem… Hoje em dia lembro da Hazel e A Culpa É das Estrelas.

No filme, ela que tinha câncer, se questionava porque os pais dela faziam tanto por ela e nada por eles próprios, mesmo sabendo que uma hora ou outra ela ia morrer e a vida deles continuaria. Se preocupava com o que seria da vida deles depois que ela partisse.

Paralelamente ela se apaixona por um garoto que também vai morrer – antes dela – e ainda assim, não deixa de viver esse romance, mesmo sabendo que isso vai acabar logo. Quando ele morre, ela sofre, mas não se arrepende.

Em uma conversa com seu pai, depois do garoto ter morrido, ele diz “Valeu a pena ter lutado por ele, não?” e a partir daí ela entende porque os pais dela agem da maneira que agem e se conforta porque sabe que vai ficar tudo bem depois que ela se for.

No final do filme, fica a mensagem “Alguns infinitos são maiores que outros”. Entre o 0 e 1 existe um infinito de números. Entre o 0 e o 100, um infinito ainda maior. Mas independente do tamanho, são infinitos. O que pra mim significa que: algumas coisas na nossa vida vão durar pouco, algumas vão durar muito e no final tudo vai acabar, mas o que importa é o que essas coisas nos fizeram sentir no presente.

E é por isso que a gente se esforça, que a gente constrói… porque isso faz a gente sentir coisas boas. E quando essas coisas que fizeram nos sentir tão bem acabam, as lembranças confortam nosso coração.

Pensamento aleatório | Sobre escrever


Uma vez alguém me disse que “o que você faz enquanto procrastina no trabalho, é o que você deveria estar fazendo da vida”.

Eu ando escrevendo, enquanto procrastino no trabalho… Meu bloco de notas do celular tá bombando de rascunhos…
Outra vez um amigo – diretor de cinema – me disse que eu deveria fazer um curso de roteiro e virar roteirista. Porque eu era “criativa e viajava na maionese, então tinha o perfil”.
Seria isso um insight?